Greve dos empregados da HUBrasil tem início e mobiliza trabalhadores no Complexo Hospitalar da UFC
Na manhã desta segunda-feira, 30, às 7h, a greve por tempo indeterminado dos empregados e empregadas da HUBrasil (Antiga Ebserh) no Ceará teve início. A paralisação atinge trabalhadores do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará (CH-UFC), que engloba o Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) e a Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC).
Durante o primeiro dia de mobilização, os trabalhadores se concentraram nas dependências do complexo hospitalar, com atividade nas chamadas “ilhas” da unidade. A mobilização, organizada e estruturada pelo Sintsef-CE, reuniu empregados da base ao longo da manhã, com utilização de carro de som, faixas, bandeiras e falas da categoria. O Sindicato preparou um espaço apropriado para discussões coletivas do movimento, com barracas, cadeiras, águas e carro de apoio.
De acordo com o sindicato, o atendimento nas unidades segue com funcionamento parcial, com redução de alguns serviços, enquanto as áreas consideradas essenciais permanecem em atividade.
A paralisação no Ceará ocorre de forma articulada com a representação nacional da Condsef/Fenadsef, e localmente com apoio da CUT/CE. Outros estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Bahia e Tocantins, também aderiram para o movimento paredista.
Decisão ocorre após impasse nas negociações do ACT 2026/2027
A deflagração da greve foi aprovada em assembleia realizada pelo Sintsef-CE na última sexta-feira, 27, após avaliação do cenário das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027.
Nas últimas semanas, a categoria acompanhou uma sequência de reuniões, assembleias e rodadas de mediação envolvendo o governo federal, a direção da empresa e o Tribunal Superior do Trabalho (TST). Apesar das tratativas, não houve apresentação de proposta econômica com definição de reajuste salarial ou avanços nas cláusulas remuneratórias.
Ainda no processo de negociação, a empresa solicitou o adiamento do início da greve até a noite desta segunda-feira, 30, sob a justificativa de necessidade de mais tempo para articulações internas. A proposta foi levada à assembleia, que decidiu manter o início do movimento conforme aprovado anteriormente.
Movimento ganha adesão de outras categorias
O movimento grevista segue em expansão no Complexo Hospitalar da UFC. Há a previsão de que médicos também passem a aderir à paralisação, possivelmente já a partir desta terça-feira (31), o que pode ampliar o alcance da mobilização nas unidades.
Nova assembleia irá avaliar possível proposta da empresa
Está prevista para as 17h desta segunda-feira, 30, uma nova reunião de mediação no Tribunal Superior do Trabalho, que deve tratar do pleito dos empregados e da greve em curso. A expectativa é que desse encontro possa resultar a apresentação de uma proposta por parte da empresa.
O resultado da reunião será levado para avaliação da categoria em uma assembleia presencial marcada para a manhã desta terça-feira, 31 de março, às 7h, nas ilhas do Complexo Hospitalar da UFC.
Na ocasião, os empregados irão discutir e deliberar sobre a possível proposta, decidindo se aceitam ou rejeitam a proposta, definindo o rumo da greve. Os trabalhadores seguem em estado de assembleia permanente, acompanhando os desdobramentos das negociações.
O sindicato avalia que a convocação da reunião de mediação no Tribunal Superior do Trabalho, marcada para as 17h desta segunda-feira, é resultado direto da mobilização já iniciada pela categoria. Diante disso, a orientação é de fortalecimento do movimento, com ampliação da adesão dos trabalhadores que ainda não paralisaram, reforçando a mobilização neste momento decisivo das negociações.