16 setembro 2026

Condsef/Fenadsef cobra de candidatos compromissos com servidores e serviços públicos


A Condsef/Fenadsef encaminhou a candidaturas à Presidência da República um conjunto de questionamentos sobre temas considerados prioritários para os servidores e empregados públicos federais. A iniciativa busca ampliar o conhecimento da categoria sobre as propostas em discussão no processo eleitoral e, sobretudo, cobrar compromissos relacionados à valorização dos trabalhadores e ao fortalecimento dos serviços públicos. As questões apresentadas dialogam com reivindicações que vêm sendo construídas e defendidas pelas entidades representativas ao longo de 2026. 

Entre os assuntos que integram esse debate estão valorização salarial, correção das distorções remuneratórias, equiparação dos benefícios entre os Três Poderes, auxílio-nutrição para aposentados e pensionistas, realização de concursos públicos, negociação coletiva no serviço público e redução da jornada de trabalho com o fim da escala 6×1. São pautas que envolvem tanto reivindicações específicas do funcionalismo quanto questões mais amplas relacionadas aos direitos da classe trabalhadora e à estrutura do Estado brasileiro. 

Pautas são resultado de construção coletiva 

As reivindicações apresentadas não começaram a ser discutidas durante o período eleitoral. Em janeiro, a Plenária Nacional da Condsef/Fenadsef aprovou as prioridades da Campanha Salarial 2026, depois de debates envolvendo entidades filiadas de diferentes regiões do país. Entre os pontos definidos estavam a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a correção das distorções salariais no Executivo, a equiparação dos benefícios entre os Poderes e a criação do auxílio-nutrição para aposentados e pensionistas. 

Posteriormente, a pauta foi articulada com as demais entidades que compõem o Fonasefe e o Fonacate e formalmente apresentada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). O documento reuniu reivindicações históricas da categoria e demandas que não haviam sido atendidas nas negociações anteriores, consolidando uma agenda que passou a orientar as cobranças dos servidores ao governo durante o ano. 

Parte dessas reivindicações também ganhou as ruas. Na Marcha da Classe Trabalhadora, realizada em abril em Brasília, a Condsef/Fenadsef e suas filiadas participaram das mobilizações pela redução da jornada e pelo fim da escala 6×1, pelo fortalecimento das negociações coletivas e pela regulamentação do direito à negociação no setor público. 

Negociação coletiva é uma das pautas que avançaram em 2026 

A regulamentação da negociação coletiva é um exemplo de reivindicação histórica que avançou ao longo deste ano. O PL 1.893/2026 passou a concentrar esse debate no Congresso Nacional, estabelecendo regras para a negociação entre servidores e Administração Pública. A proposta está relacionada à luta pela implementação da Convenção 151 da OIT e prevê a institucionalização de mecanismos permanentes de negociação no setor público. 

Outras reivindicações, entretanto, permanecem no centro das cobranças. A correção das distorções salariais, por exemplo, continuou como prioridade nas deliberações da etapa mais recente da 9ª Plenária Estatutária, realizada em abril. A Condsef/Fenadsef também vem cobrando recursos no Orçamento de 2027 para enfrentar desigualdades que permanecem entre carreiras e servidores do Executivo Federal, e atendimentos de outras demandas. 

Das mesas de negociação ao debate eleitoral 

Ao levar essas questões às candidaturas, a Condsef/Fenadsef busca dar continuidade a um processo que começou nas bases, passou pelas instâncias deliberativas da Confederação, chegou às mesas de negociação e também esteve presente nas mobilizações realizadas ao longo do ano. O objetivo é permitir que os servidores conheçam como as candidaturas se posicionam diante de reivindicações que já fazem parte do Plano de Lutas da categoria, criando também condições para que os compromissos assumidos possam ser acompanhados posteriormente. 

Para o Sintsef-CE, esse acompanhamento é parte da própria organização da categoria. Conhecer as propostas apresentadas para o serviço público e confrontá-las com as reivindicações construídas coletivamente permite aos servidores acompanhar o debate público sobre temas que terão impacto sobre carreiras, salários, aposentadorias, condições de trabalho e prestação dos serviços públicos. As pautas defendidas em 2026, portanto, não se encerram no calendário eleitoral: permanecem como parte da agenda de mobilização e cobrança das entidades representativas dos servidores federais.