23 outubro 2026

Democracia, direitos e serviço público não se negociam


A história dos servidores públicos federais é marcada por resistência, mobilização e luta. Nenhum direito nos foi concedido por generosidade. Cada conquista é resultado da organização coletiva de uma categoria que conhece o valor do seu trabalho e a importância do serviço público para o povo brasileiro.

Domingo, dia 25/10, não esqueceremos os anos de ataques aos trabalhadores durante os governos golpistas de Michel Temer e do genocida Jair Bolsonaro. Foram anos sem novos reajustes gerais negociados, de benefícios congelados, perdas salariais e ausência de diálogo efetivo com as entidades representativas. A reforma administrativa da PEC 32 tornou-se um dos símbolos daquele período de ameaças ao funcionalismo.

A partir de 2023, no governo Lula, os servidores voltaram a ser ouvidos. A retomada da Mesa Nacional de Negociação Permanente abriu caminho para o reajuste linear de 9%, novos acordos salariais para 2025 e 2026, reestruturações de carreiras e recomposição de benefícios. O auxílio-alimentação, congelado em R$ 458 durante anos, chegou a R$ 1.192. Os concursos públicos também foram retomados.

Sabemos que muito ainda precisa ser feito, que persistem distorções salariais, perdas a recuperar, carreiras a valorizar e reivindicações históricas ainda sem resposta. O Sintsef-CE continuará cobrando avanços, porque defender o diálogo não significa abrir mão da mobilização.

Também não podemos ignorar os debates sobre o futuro do Estado brasileiro, a reforma administrativa, a estabilidade dos servidores e as propostas de substituição de funções públicas por inteligência artificial, por parte da campanha de Flávio Bolsonaro. Modernizar o serviço público não pode significar precarizar o trabalho nem enfraquecer os direitos da população.

O que está em jogo ultrapassa os interesses de uma categoria. Está em discussão o papel do Estado, a continuidade das políticas públicas e a capacidade de garantir saúde, educação, Previdência, proteção ambiental e dignidade a milhões de brasileiros.

Neste domingo, 25 de outubro, o Brasil viverá mais um momento decisivo de sua democracia. No dia 25/10, elegeremos o novo presidente da República. Temos duas opções: um candidato com propostas e diálogo com a categoria e com a população; e outro que é representado por uma tesoura, que pretende cortar direitos e conquistas da classe trabalhadora.

A luta continua!