03 julho 2026

Centrais sindicais reforçam no Senado defesa do fim da escala 6×1


Representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), das demais centrais sindicais e do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) reuniram-se, na última quarta-feira (1º), com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, para defender a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial. A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio, agora aguarda apreciação pelos senadores.

Durante a reunião, as centrais sindicais reforçaram que a redução da jornada representa uma reivindicação histórica da classe trabalhadora e defenderam que a matéria avance com prioridade no Senado. Segundo as entidades, Davi Alcolumbre informou que o calendário de tramitação da PEC será construído em conjunto com os parlamentares e representantes do movimento sindical, estabelecendo uma agenda de debates e discussões antes da votação da proposta.

Na sequência, o Senado Federal promoveu uma sessão temática para ampliar o debate sobre os impactos da PEC. O encontro reuniu senadores, representantes do governo federal, centrais sindicais, confederações empresariais, especialistas e integrantes dos setores produtivos, que apresentaram diferentes perspectivas sobre a redução da jornada de trabalho. A audiência marcou mais uma etapa da tramitação da proposta e reforçou o compromisso da Casa em discutir o tema de forma ampla antes de sua deliberação em Plenário.

Para as centrais sindicais, a mobilização seguirá tanto no Congresso Nacional quanto nos estados, com o objetivo de ampliar o apoio popular e parlamentar à proposta. A expectativa das entidades é que a construção do calendário de votação mantenha o diálogo entre trabalhadores, governo e Legislativo, fortalecendo a tramitação da PEC até sua apreciação definitiva pelo Senado.

O Sintsef-CE acompanha e apoia a mobilização em defesa da redução da jornada de trabalho sem redução salarial, entendendo que a medida representa um importante avanço na valorização da classe trabalhadora, contribuindo para melhores condições de saúde, qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho, descanso e convívio familiar.