17 janeiro 2018

JUNTOS contra a reforma da Previdência!

A PEC 287/16 está prevista para ir a votação na Câmara Federal em 19 de fevereiro, com a pressão dos movimentos sociais, deputados seguem apreensivos e apoiar a reforma, para seduzi-los Temer já precisou modificar a proposta original, mesmo assim persiste a retirada dos direitos do povo. É preciso ficar atento e seguir em luta, informando a família, amigos e toda a população sobre as mentiras que os golpistas andam dizendo por aí.

  1. #MENTIRA – A Reforma atingirá somente marajás. #NaVerdade – Os maiores prejudicados serão os trabalhadores. O governo esconde que a maior parte da economia pretendida de 476 bilhões virá das alterações do regime geral.
  2. #MENTIRA – A reforma não atingirá o direito dos trabalhadores. #NaVerdade – Haverá endurecimento dos requisitos para aposentadorias, redução do seu valor e diminuição dos benefícios. Para o trabalhador se aposentar recebendo 100% do salário de benefício, terá que contribuir por 40 anos. Quem se aposentar com tempo mínimo de contribuição (15 anos) receberá só 60% do salário de benefícios. As pensões por morte serão negadas para quem receber acima de dois salários mínimos.
  3. #MENTIRA – A reforma iguala a aposentadoria dos servidores públicos a dos demais trabalhadores. #NaVerdade – A equiparação já foi realizada há anos. Ninguém que entrou no serviço público federal após 2013 terá aposentadoria acima do teto do INSS sem contribuir para planos de Previdência Complementar.
  4. #MENTIRA – Sem a reforma o país vai quebrar. #NaVerdade – O Ministério da Fazenda revelou que o Regime Geral de Previdência Social deixou de arrecadar R$ 57,7 bilhões com Isenções e renuncias fiscais em 2016. Quando nós não pagamos impostos, ou atrasamos pagamentos e contraímos dívidas, governo e bancos arrancam até a nossa pele. Já quando é um banqueiro ou grande empresário, o governo perdoa com isenções e renúncias fiscais. Em 10 anos, os perdões e renúncias do governo vão superar a economia pretendida com a Reforma da Previdência considerando mesmo período de tempo.
  5. #MENTIRA – Não há alternativa à Reforma para evitar o rombo nos cofres da Previdência. #NaVerdade – O governo esconde que deixa de cobrar R$ 427,73 bilhões dos grandes devedores da Previdência e que distribuí benefícios tributários para grupos econômicos privilegiados.
  6.  #MENTIRA – A Reforma trata todos igualmente – #NaVerdade – Optou-se por deixar completamente de fora do debate a aposentadoria dos militares, de longe a mais desequilibrada. Inclusive militares que cada vez mais vem sendo expostos em casos de corrupção como recente escândalo que desviou milhões no exército. Os mais pobres, por terem expectativa de vida menor, serão mais prejudicados que os demais com o aumento do tempo de contribuição.
  7.  #MENTIRA – Servidores públicos se aposentam cedo. #NaVerdade – Desde 1998, servidores têm que ter idade mínima para se aposentar (60 ano para homens e 55 para mulheres). Apesar de ser 5 anos menor que a exigida no regime geral, o tempo de contribuição dos servidores é muito maior: 35 anos (homens) e 30 (mulheres).
  8. #MENTIRA – Os servidores públicos contribuem pouco. #NaVerdade – Todos os servidores públicos que ingressaram antes de 2013 contribuem com 11% do total de sua remuneração e continuam contribuindo depois da aposentadoria.
  9. #MENTIRA – Haverá regras de transição. #NaVerdade  – No serviço público, aqueles que trabalharam por anos e que já estão perto de se aposentar sofrerão imediatamente as consequências da reforma, não havendo tempo para realizarem novo planejamento de suas vidas.
  10. #MENTIRA – Sem a Reforma não haverá dinheiro para saúde e educação. #NaVerdade – Por meio da MP 795/17, o governo abriu mão, até 2040, de aproximadamente R$1 trilhão de reais em favor das petrolíferas (principalmente estrangeiras coma Shell à frente), valor maior que o dobro dos R$ 476 bilhões que o governo pretende economizar com a reforma Previdenciária.

Conteúdo publicado originalmente na edição 289 do Jornal do SINTSEF. 

Inspirado na Campanha “As 10 mentiras que o governo conta sobre a reforma da Previdência” realizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

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